Interessante como a vida é: a gente vai crescendo, derrubando etapas e, apesar de todas as memórias continuarem presentes ainda vivas como se tudo tivesse acontecido ontem, os ciclos cuidam de fazer com que as fases vão sendo deixadas para trás, pouco a pouco.
Ontem eu vi um pedaço da minha infância e juventude perecer aos designios do tempo: foi triste saber que alguém que fez parte de toda minha vida educacional partiu, assim meio que do nada, repentinamente. Não participava dos meus contatos frequentes atualmente, mas era a pessoa que, dentre 1.500 alunos (só contando os da época que eu estudava, fora os outros milhares que foram formados em 90 anos de colégio), sempre lembrava meu nome e me apontava na rua como a "loirinha chorona da alfabetização" do Colégio Santa Dorotéia.
Pereci junto com ela, em lágrimas. Não quis ir vê-la partir pra sua última morada, mas hj, por uma agrura do destino, ainda acabei acompanhando, meio que sem querer, o cortejo do seu corpo miudinho e não me contive mais uma vez. Chorei, tal qual estou chorando agora, igual como chorava qdo era a loirinha birrenta que não queria ficar sozinha no colégio.
Decididamente, não é fácil aceitar que a gente vai crescendo e obrigatoriamente vai deixando algumas coisas no passado. Deixo aqui as minhas lágrimas de adeus àquele corpo franzino, mas fico com minha sincera memória de que ela permanecerá lá, nas minhas melhores lembranças, igualzinha como era antes.
Hj é, sem dúvidas, um dia triste.


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Deixe aqui tb o seu lado glicose de ser!