Sou mulherzinha sim, senhor!

E quem não é?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Para você...

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono. 




Pablo Neruda 



Só Neruda, meu poeta favorito, para dimensionar como têm sido bons os últimos meses nos quais vc se fez presente em minha vida. É uma declaração de amor despretensiosa, assim como simples é o que eu sinto por vc. De tão simples que se torna complexo e toma conta da minha vida; de tão simples que me faz sorrir ao menor pensamento que traga vc; de tão simples que já nem sei mais como era ser feliz sem a sua presença. Agradeço, meu querido, por esses dias de pura magia. 






Adoro você. 




segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Do bom e do melhor


Eu não sei bem em qual momento da vida eu percebi que poderia estar apaixonada. Talvez tenha sido no dia que notei que aquele olhar não era mais o que eu apenas achava 'o' mais bonitinho, mas aquele que me desconsertou inteira, que me deixou sem chão. Talvez tenha sido no exato momento em que eu senti o estômago revirar de cima a baixo, mas de uma forma que me fez querer estar cada vez mais perto dele. Talvez até tenha sido o sorriso que tb me faz sorrir feito abestalhada, do nada, só pelo prazer de ver aquela aura iluminada no seu revigorante modo de viver bem.

A única coisa que eu sei é que ele mexeu comigo. Senti esses rumores de coração descompassado qdo percebi que não poderia mais acordar sem pensar naquele rosto lindo que me chama de doida a cada final de frase engraçada. Não sei se ainda consigo dormir sem ele do meu lado, pedindo pra coçar as suas costas e fazer o cafuné mais truculento de que eu já tive notícia. Talvez seja o fato de nem perceber que ele ronca do meu lado e eu não tou nem aí. Ou então pq eu nem ligo qdo ele me deixa com fome por mais de 8 horas, me chamando carinhosamente de 'larica' e perguntando qtos baseados eu fumei até então (mesmo que na vida eu nunca tenha nem sentido direito o cheiro de um) . Apesar de saber que a culpa é da porra do metabolismo dele que só funciona qdo o corpo está sem nutrientes suficientes para manter o nível de vida saudável, eu não reclamo, eu não retruco, eu não faço questão. Eu dou risada. Eu me sinto feliz. Sim, eu me sinto feliz pq ele me faz feliz.


Eu nunca soube o verdadeiro sentido de repartir minha vida, nunca me senti à vontade pra falar minhas imbecilidades nas horas mais impróprias (como dizer que estou com fome no meio da pegação mais espetacular e receber uma resposta que me fez rir por dias seguidos - aliás, me faz rir até agora), de falar e fazer bobagens; contar piadas sem graça; não ter vergonha de me sentir bem; não me sentir culpada por ser feliz. Não, decididamente não sei mais ser infeliz. Mesmo sabendo procurar alegria nas menores coisas, inconscientemente eu estava incompleta. Vai parecer meio brega dizer isso, mas ele veio pra completar o pedaço (um tantim assinhó) que faltava pra eu ser totalmente realizada como mulher. Ainda preciso melhorar tantos e tantos aspectos, mas do lado dele eu me sinto a melhor e mais especial mulher do mundo. 


Ele me faz bem, muito bem. Ele despertou meu coração de um milênio de frustrações. Não sei se isso é papo de mulézinha, mas ele é o cara que eu sempre quis. Eu me apaixonei pelo melhor homem do mundo, o olhar mais bonito, o melhor coração, o beijo mais delicioso, o melhor amor, o melhor abraço, o melhor descanso, o melhor despertar, o melhor adormecer (o que, pra uma insone inveterada como eu, é um avanço). Ele tem de mim o meu melhor sorriso e, a partir de agora, o melhor que eu posso dar: meu amor.


Invariavelmente e compulsoriamente, eu estou apaixonada.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ouvindo e lembrando



(...)


Não pense, por favor
Que eu não sei dizer
Que é amor tudo
O que eu sinto
Longe de você
...
 
 
Pra ser sincero, Carlinhos Brown e Marisa Monte

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Paixão


Não é por acaso que nos apaixonamos: de certo não há coisa melhor nesta vida do que olhar em volta e se sentir em completo estado de paz, tranquilidade e felicidade ao lado de alguém.  Paixão, mais do que qualquer outra coisa, devolve o bem-estar anulado por dias estressantes, faz o coração palpitar até a gente pensar que ele vai pular pra fora da boca, deixa a mão suada, o estômago mais sensível, os dias mais bonitos, a pele mais macia... Estar apaixonada me faz ter a certeza absoluta que ele só me faz bem, muito bem, aliás. Bem pro corpo, bem pra alma, bem pros meus dias, bem pras minhas noites. Madrugadas completas, sorrisos incontáveis, horas de sono compensadas por aquele olhar lindo que me faz perder a razão de tudo que eu já fui um dia. Dormir, acordar, estar ao lado, ser feliz é o que importa. Isso tudo é pra dizer que um "eu te adoro" é muito mais que mera aglomeração de palavras. Eu não adoro qualquer pessoa. Eu adoro uma só. Nunca fui tão feliz como agora.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Uma lágrima para um adeus





Interessante como a vida é: a gente vai crescendo, derrubando etapas e, apesar de todas as memórias continuarem presentes ainda vivas como se tudo tivesse acontecido ontem, os ciclos cuidam de fazer com que as fases vão sendo deixadas para trás, pouco a pouco.

Ontem eu vi um pedaço da minha infância e juventude perecer aos designios do tempo: foi triste saber que alguém que fez parte de toda minha vida educacional partiu, assim meio que do nada, repentinamente. Não participava dos meus contatos frequentes atualmente, mas era a pessoa que, dentre 1.500 alunos (só contando os da época que eu estudava, fora os outros milhares que foram formados em 90 anos de colégio), sempre lembrava meu nome e me apontava na rua como a "loirinha chorona da alfabetização" do Colégio Santa Dorotéia.

Pereci junto com ela, em lágrimas. Não quis ir vê-la partir pra sua última morada, mas hj, por uma agrura do destino, ainda acabei acompanhando, meio que sem querer, o cortejo do seu corpo miudinho e não me contive mais uma vez. Chorei, tal qual estou chorando agora, igual como chorava qdo era a loirinha birrenta que não queria ficar sozinha no colégio.

Decididamente, não é fácil aceitar que a gente vai crescendo e obrigatoriamente vai deixando algumas coisas no passado. Deixo aqui as minhas lágrimas de adeus àquele corpo franzino, mas fico com minha sincera memória de que ela permanecerá lá, nas minhas melhores lembranças, igualzinha como era antes.

Hj é, sem dúvidas, um dia triste.



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cultivando borboletas

Cultivar borboletas é um hábito daqueles que sabem que um jardim é muito mais do que  belas flores distribuídas em canteiros elaborados. Um lindo jardim se constrói mediante esforço, horas de dedicação, carinho, amor e paixão. Por isso as borboletas aparecem. Qto mais amor empreendemos nos jardins que cultivamos, mais flores nascem e lindas borboletas voam até nós.

Estou aprendendo que, ao cultivar as flores da minha alma, as mais belas borboletas vão vir até mim. E eu vou até elas, pq flores e borboletas se atraem mutuamente. Feliz, simplesmente feliz. As borboletas que vieram até às minhas flores resolveram bater as asas dentro do meu estômago, pq cada vez que penso nele meu coração dispara. Se isso é bom ou ruim? É a melhor coisa de que tenho lembrança na minha vida. Nhé.





sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Recordações

Sábio era Luiz Gonzaga qdo cantava:

Ai quem me dera voltar / Pros braços do meu xodó / Saudade assim faz roer / E amarga qui nem jiló / Mas ninguém pode dizer / Que me viu triste a chorar / Saudade, o meu remédio é cantar




Desejar um momento é uma delícia: a gente fica na expectativa, na ânsia do encontro, na vontade que tudo chegue e aconteça. Mas sair dessa esfera e voltar pra casa cheia de recordações que se convertem em cheiros e sabores chega a ser massacrante (como diria um belo rapaz que me tira do sério). Expliquem-me, caros e parcos leitores dessa outra bosta, comé que em menos de um mês a vida da gente muda de eixo de tal forma que a pessoa fica a sentir uma saudade tão extrema, tão profunda que nem sabe mais quem é, de verdade?

E aê, quié que eu faço agora, alguém pode me dizer? Báh.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Qual o momento da felicidade?

Existem pessoas que trilham caminhos muito longos até a felicidade. Outras, no entanto, se contentam com tão pouco que, não raras as vezes, nem conseguem saber o que é realmente ser feliz. Eu, falando só por mim, me considero uma pessoa feliz. Não pq eu queira demais ou de menos, mas pq aprendi a valorizar os bons momentos como se fossem únicos e, principalmente, como se fossem os últimos.

Conheço pessoas eternamente insatisfeitas com a própria vida, que ficam galgando de posto em posto, de lugar em lugar, de pessoa a pessoa, buscando uma felicidade que nunca chega, que nunca vem, que nunca estará presente. Eu me arrisco a dizer que felicidade não vem dos outros, ela mora em nós mesmos. E depois que aprendi isso na prática, tenho todo orgulho de afirmar: eu sei ser feliz. Se tenho pouco ou  muito dinheiro, se tenho ou não um grande amor, se vivo boas ou curtas amizades, em tudo que busco eu procuro o mínimo de felicidade pq sei que sua plenitude não está no momento que nunca vem, mas no momento em que deixamos ela chegar.


Não costumo crer nas frases que dizem que um dia seremos felizes. Mas que porra de ideal é esse que só se pode ser feliz num futuro que nunca chega? Pq condicionamos isso a um fato que sempre está por vir e nunca nos fatos cotidianos que estão a nossa volta?


Dias ruins todos temos, é fato. Não dá para cantarolar diariamente como um passarinho, nem muito menos sorrir o tempo todo. Mas eu desconfio das pessoas eternamente insatisfeitas, aquelas que nunca perdem a oportunidade de crer que serão felizes um dia.


Eu não quero ser feliz um dia. Eu quero ser feliz agora, hj, ontem, quero ter sido, quero ser tb. Felicidade não é mera expectativa de direito, é enxergar o mundo da melhor maneira possível e saber tirar de todas as situações um bom momento para recordar depois.

Eu tenho feito isso nos últimos tempos. Dormindo pouco, ganhando não tanto qto eu gostaria, sendo passada pra trás algumas vezes, vivendo no limite entre o trabalho e a exaustão, mas tudo isso fica mínimo diante dos pequenos, porém deliciosos, momentos de felicidade que eu tenho tido.


Aprendi que um sorriso dado somente pra mim é pleno, que pegar na mão de quem a gente gosta é sublime, que estar com a pessoa certa, no momento certo e no lugar perfeito é, sobretudo, felicidade extrema. E isso a gente aprende somente depois de ter levado muita rasteira da vida, a valorizar quem valoriza a gente.


E eu digo a vcs, caros e parcos leitores dessa outra bosta: eu tenho sido feliz, muito feliz. Lindos olhos me despertaram o desejo de escrever por hj. Vai ver eles tb contribuem (e muito) para esse meu estado de felicidade. Nhé.



 

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tudo diferente...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A não-lógica do acaso

Há uma coisa na vida que eu tenho certeza absoluta: o acaso não tem lógica. Se houvesse qualquer combinação binária nessa estrada que não faz sentido, estaríamos encontrando e desencontrando sempre as mesmas pessoas. Amigos em comum, clientes em comum, conhecidos em comum. Só faríamos o que é totalmente previsível e nada, absolutamente nada, sairia da lógica comum.

Talvez seja por isso que o acaso é tão gostoso: encontrar com alguém numa situação completamente inesperada, num ambiente meio que adverso e de repente, não mais que de repente, descobrir que tem mais coisas em comum com ele do que já teve com todas as pessoas que acabaram rodeando vc até aquele momento. É aí que vc se pergunta: onde eu estava situada no mundo até agora que não conheci essa criatura antes? Onde ele estava que nunca topou comigo até hj? 

E é um tal de sorrir pra cá, de jogar elogio pra lá, de descobrir coisas em comum, que tudo ao redor passa a ser supérfluo, totalmente supérfluo. Qto mais eu penso no assunto, mais eu delibero. E me toca um terror imaginário qdo penso que eu poderia não estar naquele lugar, ele poderia não ter ido tb. A gente poderia não ter se curzado e então não teríamos como contar com a lógica dos encontros: o mesmo meio de trabalho, a mesma cidade pra morar, os lugares frequentados... Nada disso teria nos levado ao encontro casual, porém significativo.

No entanto, é possível ainda imaginar que o acaso não se deu bem ao acaso, afinal tudo isso aconteceu pq há mais de 30 anos dois caras se conheceram (tb ao acaso) e se tornaram amigos, levando a crer que algum dia teriam filhas da mesma idade, que se tornariam amigas, o que facilitaria e muito o acaso de hj, desse momento, de agora.

Pensando bem sobre a teoria de que tudo que nos leva a algum lugar, o inusitado, por algum motivo,  estava ali só esperando um empurrãozinho do destino (ou sorte, como alguns costumam chamar). Mas, seguindo meu raciocínio doido, só consigo imaginar o inimaginável: o que o inusitado, em questão, juntou.


Mas vá lá, se agregou, é pq alguma coisa tinha em comum. Não deve ter sido tão por acaso assim. Nhé.