Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda
Só Neruda, meu poeta favorito, para dimensionar como têm sido bons os últimos meses nos quais vc se fez presente em minha vida. É uma declaração de amor despretensiosa, assim como simples é o que eu sinto por vc. De tão simples que se torna complexo e toma conta da minha vida; de tão simples que me faz sorrir ao menor pensamento que traga vc; de tão simples que já nem sei mais como era ser feliz sem a sua presença. Agradeço, meu querido, por esses dias de pura magia.
Adoro você.





